Mais de 40% das PMEs brasileiras que tiveram crédito negado pensaram em trocar o banco principal, aponta estudo inédito da Visa
São Paulo, 26 de novembro de 2025 - Líder mundial em tecnologia de pagamentos digitais, a Visa apresenta o Panorama PME Brasil, estudo que revela que 43% das pequenas e médias empresas (PMEs) que tiveram o crédito negado consideram mudar de banco principal. Esse número é bastante superior ao de empresas que de fato fizeram a troca (16%), evidenciando o quanto a temática influencia na relação bancária. Desenvolvido em parceria com a consultoria Business Meets Culture (BMC), o levantamento ouviu mais de 2 mil empreendedores brasileiros de diferentes setores, portes e regiões, oferecendo um diagnóstico aprofundado sobre comportamento, ambições e dificuldades no uso de produtos e serviços financeiros.
Sobre o comportamento dos empreendedores brasileiros quando o assunto é relacionamento comos emissores, o Panorama PME Brasil descobriu:
● PMEs conhecem em média 10 instituições financeiras com soluções empresariais, consideram ter um relacionamento com 4 delas e são efetivamente clientes de 2.
● Para gestão das empresas, os brasileiros utilizam em média 4 cartões, sendo 2 Pessoa Jurídica (PJ) e 2 Pessoa Física (PF)
● Cerca de um terço das PMEs escolhe o banco empresarial por já ser cliente na pessoa física.
● 73% das empresas têm sua conta principal em um banco tradicional, 14% em fintechs, 10% em “challengers” (players digitais e credenciadores focados em soluções PJ) e 3% em cooperativas
● Além disso, 57% misturam contas PF e PJ em algum nível, sendo 35% com uso alternado e 22% operando principalmente pela conta pessoal do dono.
Os fatores que motivam a principalidade desse público incluem confiança e solidez da instituição financeira (39%), já possuir conta pessoal no banco (33%), facilidade de acesso ao crédito (30%), ter “tudo em um só lugar” (28%), benefícios voltados ao negócio (27%) e percepção de que o banco entende a realidade da empresa (26%).
Para os empreendedores entrevistados na Panorama PME Brasil, os benefícios que tornariam o cartão de crédito mais atrativo são: desconto no valor da maquininha (53%), liquidez imediata (49%), recompensas para quem vende (38%) e investback para o negócio (38%).
“Nosso estudo deixa claro que os empreendedores tomam decisões financeiras de forma muito pragmática, reagindo ao dia a dia e priorizando soluções que geram impacto imediato no negócio. Esse olhar, orientado por dados, reforça a importância da nossa atuação consultiva: entender padrões, antecipar necessidades e desenvolver soluções que simplificam processos, reduzem custos e aumentam a eficiência das empresas. É essa combinação de inteligência e proximidade com o mercado que gera valor para quem empreende.” afirma Carla Mita, vice-presidente de Marketing da Visa do Brasil.
O desejo de aprender é expressivo: mais de 90% querem se capacitar em gestão e administração, desde que o conteúdo seja simples, direto e aplicável à rotina. Além disso, 31% já utilizaram IA no negócio e 82% já tiveram contato com soluções de inteligência artificial. Mesmo assim, metade dos entrevistados ainda utiliza métodos não digitais, como cadernos e anotações manuais, para administrar seu fluxo financeiro.
A pesquisa destaca também a influência geracional no modo de empreender. A Geração Z, apesar da familiaridade digital, demonstra baixa satisfação com produtos financeiros tradicionais: apenas 47% estão satisfeitos com o cartão PJ atua. Do outro lado, 74% dos Baby Boomers - acima de 60 anos - estão satisfeitos com seu cartão atual.
Metodologia
O Panorama PME Brasil foi desenvolvido pela Visa e pela consultoria Business Meets Culture (BMC) por meio de análises quantitativas, qualitativas e culturais. A fase quantitativa incluiu 2.001 entrevistas estruturadas (45–60 minutos) com empresa que faturam acima de R$ 82 mil por ano, realizadas entre maio e junho de 2025, com margem de erro de 2,2 p.p. e confiança de 95%. A fase qualitativa ocorreu entre março e maio de 2025 e contou com 48 entrevistas em profundidade. O estudo incorporou também mais de 2.000 horas de escuta ativa, revisão de 60 materiais secundários e entrevistas com 10 executivos do mercado.
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