A 4ᵃ Revolução do Comércio: a era da inteligência conectada

O ano de 2025 marca os 30 anos do e-commerce no Brasil e, ao longo dessas três décadas, acompanhamos três grandes transformações no varejo online: a digitalização dos pagamentos, a ascensão do mobile e a expansão global do comércio eletrônico. Agora, vivemos algo ainda mais profundo: a 4a Revolução do Comércio, impulsionada pela Inteligência Artificial generativa.

Essa nova onda reforça o poder da tecnologia na democratização e na inclusão financeira. Mas, mais do que isso, redefine o papel do consumo, que deixa de ser apenas uma transação para se tornar uma experiência conectada, inteligente e, sobretudo, humana.

Durante o Fórum Esfera Internacional, realizado em Belém do Pará, ficou evidente o debate sobre como a Inteligência Artificial (IA) pode ajudar a construir uma economia mais sustentável, inclusiva e descentralizada, ao mesmo tempo em que cria novas fronteiras de produtividade e competitividade.

A IA já transforma o modo como produzimos, compramos e vendemos. Se antes a digitalização impulsionava eficiência, agora o diferencial está na hiperpersonalização, com ferramentas que ajudam empreendedores a criar, prever e atender de forma mais inteligente (algo que antes era restrito a grandes corporações). Isso representa um salto inédito de inclusão econômica: pequenos negócios ganham acesso a uma vitrine global, enquanto consumidores vivem jornadas mais fluidas, seguras e personalizadas.

Essa nova economia exige responsabilidade. O avanço tecnológico precisa vir acompanhado de educação digital, segurança e sustentabilidade. A automação deve potencializar, e não substituir, o que temos de melhor: nossa criatividade, empatia e capacidade de inovar. Por isso, investir em capacitação e em políticas públicas que incentivem o uso ético e acessível da IA será determinante para que o Brasil consolide sua liderança na economia digital.

O país já demonstra vocação para isso como um dos mercados mais abertos à inovação. O pagamento por aproximação, que há poucos anos parecia uma novidade, já representa mais de 70% das transações presenciais. Da mesma forma, soluções de IA aplicadas ao dia a diados empreendedores (da gestão financeira ao relacionamento com clientes) se disseminam em ritmo acelerado, impulsionadas por um ecossistema vibrante de startups, universidades e empresas de meios de pagamento, como a Visa, comprometidas com o desenvolvimento sustentável.

A 4a Revolução do Comércio será tanto tecnológica quanto social. É a oportunidade de expandir o acesso à economia digital para milhões de pessoas ainda à margem, reduzir desigualdades e fortalecer o papel do empreendedor brasileiro como protagonista dessa nova era. A inovação, afinal, não é um fim em si mesma, é um meio de conectar pessoas, gerar oportunidades e promover prosperidade compartilhada.

Em Belém, no coração da Amazônia, ficou claro que tecnologia e sustentabilidade caminham juntas. Quando aplicada com responsabilidade, a IA pode ajudar a prever padrões climáticos, otimizar o uso de energia, reduzir desperdícios e apoiar políticas públicas voltadas à inclusão social.

Estamos diante de um ponto de inflexão histórico. Assim como as revoluções industriais moldaram o passado, esta revolução digital moldará o futuro. Cabe a nós decidir se faremos dela um caminho de concentração ou de compartilhamento; de exclusão ou de oportunidade. A escolha está nas nossas mãos e na nossa capacidade de fazer da IA uma aliada para um país mais inovador, competitivo e justo.

 

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